R$ 1,37 bilhão | Paraná e Mato Grosso do Sul recebem anteprojeto de ponte para ligar estados

Brasil | Os governadores Carlos Massa Ratinho Junior, do Paraná, e Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, receberam no sábado (21), em São Pedro do Paraná, o anteprojeto da ligação entre Porto São José, no distrito de São Pedro do Paraná, e Taquarussu, no estado vizinho. O documento foi apresentado ao poder público pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM).

Com investimento estimado em R$ 1,37 bilhão, a proposta prevê a travessia de cerca de dois quilômetros sobre o Rio Paraná e prazo de execução de aproximadamente 48 meses após a ordem de serviço.

Vista panorâmica de um rio com margem de areia, cercado por vegetação e estruturas ao longo da costa.
São Pedro do Paraná, 21 de março de 2026 – Porto São José.

A obra é tratada como estratégica para a integração entre o Sul e o Centro-Oeste, ao criar um novo corredor logístico entre Paraná e Mato Grosso do Sul. A expectativa é de que a ponte facilite o escoamento da produção agropecuária e reduza em cerca de 100 quilômetros o trajeto até o Porto de Paranaguá.

“Essa ponte é uma transformação da realidade, tanto do Mato Grosso do Sul quanto do Paraná, porque ela cria uma nova rota de desenvolvimento. Ela vai encurtar em 100 km a rota dos caminhões que vêm do Mato Grosso do Sul para o Paraná”, celebrou o governador paranaense. “Um trabalho que foi demorado, um investimento do setor produtivo de quase R$ 2 milhões no anteprojeto, que foi doado para os Estados. Passamos agora a contratar as etapas: o estudo ambiental, porque uma obra desse porte você tem que ter toda a segurança técnica, jurídica. Depois dessa fase podemos dar sequência na licitação”, explicou Ratinho Junior.

Vista aérea de um rio refletindo luz do sol, com vegetação à margem e uma cidade à direita.
São Pedro do Paraná, 21 de março de 2026 – Porto São José.
  • GUARATUBA – Segundo o secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, o caminho que está sendo seguido é o mesmo da construção da Ponte de Guaratuba. Ele explicou que, de seis traçados iniciais, um foi selecionado e virou o anteprojeto, que precisa ter aprovados o EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e o RIMA (Relatório de Impacto ambiental) — que podem levar em torno de 12 meses para serem finalizados. Os últimos passos são o projeto executivo e a licitação para a execução da obra.

“Temos uma boa parceria com o estado vizinho, porque tem a conexão da rodovia do Mato Grosso do Sul com a PR-577, que vai receber ampliação de capacidade, além de quatro quilômetros de contorno. Sem contar que nós já deixamos prevista, na concessão, a duplicação de Paranavaí a Nova Londrina, através da 376. Desse modo, temos um grande pacote de investimentos que se transforma numa rota de progresso, desenvolvimento chegando ao porto de Paranaguá”, falou o secretário.

O governador do Mato Grosso do Sul ressaltou o bom momento vivido pelo seu Estado, especialmente com a cadeia da celulose, mas disse que veio ao Paraná pegar emprestado o sucesso das cooperativas paranaenses, ” para fazer a industrialização da nossa base produtiva”. “Não poderíamos deixar de abraçar esse projeto, sabendo da importância que tem para todos”, disse, contabilizando a estrutura como parte de um grande pacote de desenvolvimento. 

“O que a gente precisa é dar competitividade para os empreendedores de uma maneira geral. Porque isso se desdobra em uma série de outras ações para a nossa economia: serviço, obra, infraestrutura, atendimento, emprego e renda”, avaliou.

Para o secretário das Cidades, Guto Silva, a conexão ligando os estados vizinhos por cima do Rio Paraná representa um passo para o futuro do Paraná. “É uma obra emblemática, de integração, de união, de dois Estados que crescem muito acima da média nacional, e a ponte tem essa natureza de, além de conectar as pessoas, conectar esses sistemas produtivos que estão se desenvolvendo. Isso significa emprego, renda, competitividade e mais dinheiro na bolsa do produtor”, disse. Ele lembrou ainda que há obras em diversas cidades da região, levando asfalto e ações em saúde e educação para a população. “O turista e o desenvolvimento não vêm se não houver estrutura”.

É o mesmo tom adotado pelo prefeito em exercício de São Pedro do Paraná, Celso Serenato. “É um sonho, em que está sendo dado o pontapé inicial, com uma importância imensa para o desenvolvimento da nossa região. Já vivemos um momento de desenvolvimento e essa ponte vai alavancar muito mais, unindo dois estados de grandeza excepcional. E vai levar o nome do município para todo o Brasil”, declarou.

Além da ponte, o anteprojeto prevê intervenções complementares necessárias para viabilizar o novo eixo de circulação. No lado paranaense, estão previstas a restauração de 19,8 km da PR-577, com contorno em Porto São José. No Mato Grosso do Sul, o documento contempla a implantação de 30 km da MS-473 e a construção de um viaduto de acesso em Taquarussu.

  • O 2º vice-presidente da ACIM, Rogério Yabiku, revelou que o anteprojeto nasceu de pedidos de diversas empresas, de setores variados que buscaram a associação por causa de sua expertise nesse tipo de trabalho de planejamento. “Nós capitaneamos o projeto a pedido de representantes de todos os setores, mas foi uma mobilização da sociedade civil organizada e do poder público. Trabalhamos juntos”, afirmou, lembrando que Maringá é conhecida como capital nacional do associativismo. “É um avanço em logística e economia para a região, mas que terá impacto em todo o Paraná”, concluiu. (Fonte: Governo do Estado do Paraná | Fotos: Roberto Dziura Jr/AEN)

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