Brasil | De acordo com Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, o Índice de Confiança da Construção (ICST), recuou 1,0 ponto em abril, para 92,6 pontos, atingindo o menor nível desde março de 2022. Na média móvel trimestral, o indicador também apresentou queda de 0,4 ponto.
“O otimismo captado no primeiro trimestre do ano não se sustentou. Além da já recorrente dificuldade com a falta de trabalhadores, as obras começam a sofrer os efeitos da alta dos insumos, reflexo da guerra no Oriente Médio. Os primeiros sinais já foram observados pela sondagem de abril no quesito limitações à melhoria dos negócios, que registrou alta expressiva de assinalações em Custo da Matéria-Prima. O INCC já começou a captar os repasses anunciados pela indústria. A preocupação das empresas está relacionada ao fato que contratos de obras de infraestrutura ou do MCMV não têm cláusula de reajuste, podendo haver aumento de demanda de reequilíbrio econômico-financeiros de muitos contratos. A extensão do conflito pode, em última instância afetar o ritmo de obras”, destacou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.
A queda da confiança em abril foi influenciada tanto pela piora da percepção sobre o cenário atual quanto pela redução das expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual caiu 1,7 ponto, para 91,7 pontos, enquanto o Índice de Expectativas recuou 0,3 ponto, alcançando 93,7 pontos.
Entre os componentes do indicador, houve retração na avaliação da situação atual dos negócios e no volume da carteira de contratos. Já nas expectativas, a demanda prevista para os próximos três meses apresentou queda, enquanto a tendência dos negócios para os próximos seis meses registrou avanço moderado. Fonte: Fundação Getúlio Vargas | Foto: Gediel Mendes / Consórcio Supervisor Ponte de Guaratuba)
