Brasil | A COP-30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Belém, reuniu uma cúpula política de Chefes de Estado e altos representantes de governos do mundo todo. O secretário geral da ONU, Andrade Guterrez, destacou o plano das presidências da COP29 e 30 de mobilizar ao menos US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 para financiar ações contra a crise climática, com foco nos países em desenvolvimento. Ele afirmou que o mundo fracassou em garantir a manutenção da temperatura global abaixo de 1,5°C, conforme negociado há 10 anos no Acordo sobre o Clima em Paris.
O presidente brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva, anunciou na COP-30 a criação do Fundo de Florestas Tropicais para Sempre. O TFFF terá uma estrutura inovadora, independente de doações internacionais. O objetivo é atrair investimentos soberanos de países desenvolvidos e em desenvolvimento. Será um fundo de capital misto, aplicado em ações e títulos, cujos lucros devem ser repartidos entre os países de florestas tropicais e investidores. Os recursos devem ir diretamente aos governos nacionais, que poderão criar programas soberanos de longo prazo. A Noruega é o país que até agora declarou o maior aporte ao fundo: US$ 3 bilhões. Brasil e Indonésia entrarão com US$ 1 bilhão, e França com US$ 500 milhões. Outros países, como Portugal, por enquanto, declararam quantias irrisórias.
A lei que institui o Sistema Nacional de Educação foi sancionada pelo governo federal. A intenção é coordenar esforços para garantir qualidade e reduzir desigualdades na educação. O SNE deve funcionar de forma similar ao Sistema Único de Saúde (SUS), no alinhamento de ações, programas e investimentos. È importante porque, sem um sistema regulamentado, a educação no Brasil funciona de forma fragmentada — com políticas sobrepostas e pouca articulação. Isso gera ineficiência e desigualdade na distribuição de recursos e resultados. Em seminários realizados na Semana Nacional da Engenharia 2025, o mercado apontou hoje deficiências na captação de mão-de-obra qualificada, que se originam já na formação do ensino médio.
Em artigo na mídia, o presidente do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, Francis Bogossian, afirmou que as novas Diretrizes Curriculares Nacionais da Engenharia são um avanço. Elas propõem currículos mais flexíveis, com ênfase em competências, em experiências práticas e em formação ética e social. Bogossian diz que a formação precisa ser contínua, prática e integrada com o setor produtivo. Não basta o diploma. é essencial que o profissional se mantenha em constante atualização, acompanhando as transformações tecnológicas que ocorrem em ritmo acelerado. Para isso, complementa, é fundamental que universidades e empresas atuem juntas, desenvolvendo programas de estágio, extensão e inovação, que tornem o aprendizado mais conectado à realidade. Nesse sentido, ele revela que o Clube de Engenharia está em processo de implantação de um Centro de estágios e empregos, em associação com empresas, entidades de ensino e de classe, além de potenciais empregadores.
Na área da educação artificial, a OpenAI, dona do ChatGPT, anunciou acordo de US$ 38 bilhões com a AWS, divisão de computação na nuvem da Amazon, para comprar capacidade adicional para sua plataforma de inteligência artificial. A OpenAI pretende ser a primeira do setor a desenvolver um modelo de IA geral, conhecido como AGI, que se iguale ao conjunto das capacidades intelectuais humanas. Para implementar o modelo, é necessária uma capacidade de cálculo muito grande e confiável.
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