São Bernardo do Campo – SP | Pesquisadoras do Centro Universitário FEI desenvolveram uma plataforma biotecnológica capaz de transformar a casca do cacau em biocombustíveis e enzimas industriais. A tecnologia utiliza processos simultâneos de hidrólise da biomassa e isolamento de fungos produtores de enzimas presentes no próprio fruto, criando uma alternativa para o aproveitamento de resíduos agrícolas.
O projeto é conduzido pelas professoras Andreia Morandim-Giannetti e Bruna Pratto, da Engenharia Química do Centro Universitário FEI, em parceria com universidades da Bahia, e conta com financiamento conjunto da FAPESP e da FAPESB.
A iniciativa busca dar destinação a um resíduo que representa cerca de 80% do peso do cacau e que, atualmente, costuma ser acumulado nas propriedades rurais, favorecendo a proliferação de pragas e a emissão de gases decorrentes da decomposição orgânica. Ao converter essa biomassa em insumos industriais, a tecnologia reduz passivos ambientais e cria oportunidades para a bioeconomia circular.
Segundo as pesquisadoras, o processo permite transformar um resíduo agrícola de baixo valor comercial em matéria-prima para a produção de biocombustíveis, enzimas industriais e outros bioprodutos. Além dos benefícios ambientais, a solução poderá estimular novas cadeias produtivas e gerar renda adicional para produtores rurais.
O desenvolvimento da tecnologia é resultado de uma linha de pesquisa iniciada em 2016, voltada ao aproveitamento de resíduos agroindustriais. Com parte dos processos já validados em laboratório, os próximos passos incluem estudos de otimização e a busca por parcerias com a indústria para realização de testes em escala e futura aplicação comercial. (Fonte: CDI Comunicação | Divulgação/Centro Universitário FEI/editada por IA/Gemini)
