Brasil | A industrialização da construção civil é apontada pelo governo federal como um dos principais caminhos para ampliar a oferta de moradias no país e reduzir o déficit habitacional. A estratégia foi destacada pelo ministro das Cidades, Vladimir Lima, durante o Summit da Construção, promovido pela Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), em São Paulo.
Segundo o ministro, o atual cenário reúne condições favoráveis para acelerar a produção habitacional, impulsionado pela demanda por imóveis, pela disponibilidade de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e pelo interesse do setor privado em ampliar os investimentos. Para ele, o aumento das contratações dependerá da adoção de processos construtivos industrializados.
A proposta envolve ampliar o uso de sistemas construtivos produzidos em ambiente industrial, com componentes padronizados e pré-fabricados que são posteriormente montados no canteiro de obras. O modelo busca reduzir prazos de execução, desperdícios de materiais, custos operacionais e elevar a produtividade e a qualidade das edificações.
Como parte dessa estratégia, o Ministério das Cidades informou que mantém diálogo com indústrias e entidades municipalistas para incentivar a padronização das normas urbanísticas e dos códigos de obras. A avaliação é que a diversidade de regras municipais dificulta a adoção em larga escala de sistemas construtivos industrializados.
De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Yorki Estefan, a padronização dos processos pode proporcionar redução entre 15% e 20% nos custos das obras.
Para apoiar essa transformação, o Ministério das Cidades criou o Grupo de Trabalho de Desburocratização, Industrialização e Inovação. A iniciativa reúne ações voltadas ao desenvolvimento tecnológico, aperfeiçoamento do ambiente regulatório, criação de novas linhas de financiamento, modernização institucional e maior integração entre os agentes envolvidos na produção habitacional.
Na avaliação do governo, o fortalecimento da industrialização da construção deverá ampliar a capacidade de contratação do Minha Casa, Minha Vida, além de estimular a geração de empregos, renda e investimentos na cadeia produtiva da construção civil. Fonte: Ministério das Cidades | Foto: Ricardo Stuckert/PR
