Brasil | A Votorantim Cimentos, empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis, encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita líquida global de R$ 6,3 bilhões, avanço de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, desconsiderando os efeitos da variação cambial. O desempenho positivo reflete uma dinâmica operacional favorável a partir da diversificação geográfica das operações da companhia, com crescimento de volumes e preços. No primeiro trimestre, as vendas globais de cimento da empresa somaram 8 milhões de toneladas, aumento de 4% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
O EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado somou R$ 762 milhões nos primeiros três meses de 2026, aumento de 25% em relação ao mesmo período de 2025 em moeda local, com margem EBITDA de 12%, crescimento de 1 ponto percentual sobre 1T25. O desempenho reflete o crescimento da receita líquida que sustentou a expansão do resultado no período.
O lucro líquido do período, embora negativo em R$ 154 milhões em função da sazonalidade, apresentou uma melhora de 53% em relação ao resultado registrado no primeiro trimestre de 2025. Essa evolução reflete principalmente a forte expansão do EBITDA ajustado, impulsionada pelo melhor desempenho operacional da companhia.
“Encerramos o primeiro trimestre com sólida entrega operacional e financeira, registrando crescimento consistente em um período marcado pela sazonalidade do setor. Avançamos de forma consistente com nossos investimentos voltados à competitividade estrutural, expansão de capacidade, descarbonização e novos negócios. No trimestre em que completamos 90 anos de história, seguimos firmes na execução de nosso mandato estratégico”, afirma Osvaldo Ayres, CEO Global da Votorantim Cimentos.
Os investimentos (Capex) totalizaram R$ 742 milhões no trimestre, 35% superior ao 1T25. Esse aumento reflete a estratégia de investimentos da Votorantim Cimentos voltados à modernização e à competitividade estrutural, bem como projetos relacionados aos compromissos de descarbonização e novos negócios. Desse montante, 21% foram direcionados a projetos de expansão. Como destaque, tivemos o startup do novo moinho da fábrica em Edealina (GO), que faz parte do projeto de expansão que irá dobrar a capacidade de produção de cimento da unidade.
No âmbito do plano de investimentos de R$ 5 bilhões da companhia no Brasil para o período de 2024 a 2028, R$ 2,8 bilhões estão em andamento em projetos que possuem flexibilidade para acelerar ou reduzir o ritmo dos investimentos, a depender do desempenho econômico e das condições de mercado. O plano de investimento no Brasil segue em ritmo acelerado, com 3,7 milhões de toneladas de capacidade adicional disponível no país até o final de 2026. Além do Brasil, a companhia também avançou com investimentos em aquisições de negócios de concreto e agregados na América do Norte e na Europa.
“Seguimos com a nossa posição financeira robusta e disciplina na alocação de capital, executando de forma consistente nossa estratégia de gestão ativa de passivos. A operação de debêntures concluída no trimestre permitiu captar recursos em condições favoráveis, mesmo diante de um ambiente macroeconômico desafiador”, diz Antonio Pelicano, CFO Global da Votorantim Cimentos.
Em março, a companhia realizou a emissão de R$ 650 milhões em debêntures com vencimento em 2033 com foco na redução do custo da dívida e no alongamento do seu perfil de vencimento. A liquidez permanece sólida, com R$ 4,6 bilhões em caixa, cobrindo as obrigações pelos próximos quatro anos.
No fechamento do primeiro trimestre, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado, foi de 1,90x, uma diminuição de 0,05x comparada à alavancagem de 1T25, permanecendo dentro dos parâmetros considerados adequados para o perfil de risco de negócio da Votorantim Cimentos.
Desempenho por Região
No Brasil, a receita líquida cresceu 18% no primeiro trimestre de 2026, atingindo R$ 3,7 bilhões, refletindo principalmente o aumento de volumes no período e a evolução dos preços do ano anterior no mercado doméstico. O desempenho foi favorecido por um ambiente de demanda mais aquecido no Brasil, impulsionado pela execução de programas habitacionais e de investimentos em infraestrutura. O EBITDA ajustado totalizou R$ 614 milhões no período, um crescimento de 44% em relação ao 1T25. A evolução reflete principalmente o forte crescimento da receita líquida, permitindo uma captura relevante de alavancagem operacional.
Na América do Norte, a receita líquida totalizou R$ 1,1 bilhão no trimestre, permanecendo em patamar estável (+1%) em relação ao 1T25, desconsiderando a variação cambial. Em um contexto de arrefecimento da demanda no mercado com condições climáticas mais desfavoráveis que no mesmo período do ano anterior, característico desse período de sazonalidade, a companhia demonstrou resiliência. O EBITDA ajustado foi negativo em R$ 229 milhões, contra R$ 136 milhões negativos no mesmo período do ano anterior. Essa variação reflete, principalmente, a ausência de fatores pontuais positivos registrados na base de comparação, além do timing das paradas operacionais para a manutenção das plantas.
Na Europa e Ásia, a receita líquida consolidada cresceu 10% no período, chegando a R$ 952 milhões no 1T26. Na Espanha, o resultado foi favorecido por um ambiente de demanda mais aquecido, que sustentou o crescimento dos volumes no período, aliado a uma melhora de preços. Já na Turquia, apesar de um cenário de mercado influenciado por sazonalidade, influenciado principalmente por condições climáticas adversas, a companhia apresentou sólido desempenho, com a captura dos investimentos já realizados e o aumento dos volumes entregues, refletindo boa execução mesmo em um ambiente menos favorável. O EBITDA ajustado da região totalizou R$ 278 milhões, um aumento de 18% em comparação ao 1T25, refletindo o crescimento da receita líquida e a contribuição positiva advinda tanto da geografia quanto do portifólio de produtos da companhia, além de maior eficiência de custos.
Na América Latina, a receita líquida avançou 43% em moeda local no 1T26 em relação ao 1T25, atingindo R$ 300 milhões no trimestre. O resultado foi impulsionado pela melhora da dinâmica de mercado, com dinâmica positiva de preços e volumes tanto na Bolívia quanto no Uruguai, mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador na América Latina, refletindo a capacidade da companhia de reforçar seu desempenho nas duas regiões. O EBITDA ajustado da região mais do que dobrou, alcançando R$ 82 milhões, impulsionado principalmente por maiores preços e custos estáveis. (Conteúdo enviado pela assessoria (FleishmanHillard) e reproduzido na íntegra Foto: Votorantim)
