Como atrair e formar a próxima geração de engenheiros? Participe desse debate

Quem vai construir o futuro? A Semana Nacional da Engenharia abre espaço para esse importantíssimo assunto.

O Brasil precisa e quer ampliar sua infraestrutura, modernizar a indústria, avançar na transição energética, incorporar inteligência artificial, construir novas cidades, melhorar a mobilidade e aumentar sua competitividade. Mas há uma pergunta anterior a todas essas ambições:

Quem serão os engenheiros responsáveis por transformar esses projetos em realidade?

Em 6 de outubro, às 11h, no Instituto de Engenharia, em São Paulo, na programação da Semana Nacional da Engenharia 2026, organizada pela entidade e pela ConVisão CNC, um seminário reunirá governo, indústria, ensino superior e mercado de trabalho para discutir como despertar o interesse dos jovens pela Engenharia e formar os profissionais que o Brasil precisará nas próximas décadas. O debate pretende discutir não apenas a formação universitária, mas todo o caminho que leva um jovem a escolher — ou a abandonar — uma carreira em Engenharia.

Participarão do painel Humberto Rangel, diretor-executivo do Sinicon; Marcello Nitz, reitor do Instituto Mauá de Tecnologia; Humberto Casagrande, CEO do CIEE; Newton Cavalieri, diretor do Deconcic da Fiesp; e, como moderador, Edemar Amorim, ex-presidente do Instituto de Engenharia. Raphael Padula, diretor do Departamento de Fundos e Incentivos do MCTI, está para confirmar a sua participação.

Um desafio que começa antes da universidade

A formação de um engenheiro não começa no primeiro dia da faculdade. Ela começa muito antes, quando crianças e adolescentes entram em contato com matemática, ciências, tecnologia, criatividade e solução de problemas — e passam a imaginar quais profissões poderão exercer no futuro. Por isso, estimular uma nova geração de engenheiros exige olhar também para o ensino básico e médio.

O engenheiro Regis Gehlen Oliveira, diretor da ConVisão CNC e presidente da Semana Nacional da Engenharia, levanta algumas perguntas importantes: “Como aproximar os jovens da Engenharia? Como mostrar que a profissão não se resume a cálculos e fórmulas, mas está por trás de praticamente tudo o que transforma a vida moderna?”. Rodovias, metrôs, hospitais, energia, saneamento, indústrias, telecomunicações, inteligência artificial e novos sistemas de mobilidade dependem diretamente da capacidade de engenheiros de transformar conhecimento em soluções concretas.

Engenharia continua sendo uma profissão de futuro?

Esse talvez seja um dos pontos mais importantes do debate. Ao mesmo tempo em que surgem novas tecnologias e profissões, muitos jovens chegam ao momento de escolher uma carreira sem compreender claramente o papel que a Engenharia pode desempenhar nas transformações que estão por vir.

A própria evolução tecnológica altera o perfil do profissional. O engenheiro que entra hoje em uma universidade provavelmente trabalhará em um ambiente profundamente marcado por inteligência artificial, automação, sistemas digitais, novas fontes de energia, novos materiais e formas diferentes de projetar e construir. Assim, o desafio não é apenas formar mais engenheiros. É também formar engenheiros diferentes.

A distância entre a sala de aula e o mercado

Outro ponto fundamental será a conexão entre formação acadêmica e mercado de trabalho. Empresas precisam de profissionais preparados para problemas cada vez mais complexos, mas estudantes também precisam enxergar perspectivas concretas de carreira, estágio, desenvolvimento profissional e empregabilidade.

Nesse processo, universidades, empresas e instituições de integração entre jovens e mercado podem desempenhar papéis complementares. Estágios, programas de formação, aproximação com empresas, participação em projetos reais e contato com profissionais experientes podem ajudar a reduzir a distância entre teoria e prática.

A pergunta passa a ser: como fazer com que o jovem entre na Engenharia sabendo onde aquela formação poderá levá-lo?

E quem financia a formação do futuro?

Atrair novos estudantes também envolve condições econômicas. Bolsas, financiamento estudantil, programas de incentivo, fundos de ciência e tecnologia e iniciativas conjuntas entre governo e iniciativa privada podem ser importantes para ampliar o acesso e reduzir a evasão.

Nesse aspecto, o painel poderá discutir como mecanismos públicos de financiamento e incentivo podem ajudar a criar programas de formação, campanhas de valorização da Engenharia e iniciativas de aproximação com estudantes ainda no ensino médio. Também poderá debater de que maneira empresas e entidades setoriais podem participar desse esforço.

Um problema da universidade ou do país?

A falta de interesse pela Engenharia não é uma questão restrita às instituições de ensino. Se o Brasil pretende investir em infraestrutura, indústria, energia, mobilidade, saneamento, tecnologia e transformação digital, a disponibilidade de profissionais qualificados passa a ser uma questão estratégica para o desenvolvimento nacional.

Formar engenheiros leva anos, e o país está formando menos nos últimos tempos. Por isso, uma eventual falta de profissionais no futuro não poderá ser resolvida rapidamente quando o problema já estiver em nível bastante avançado. É preciso agir já.

Atrair, formar e manter

O painel pretende discutir três etapas de um mesmo desafio. Primeiro, atrair jovens para a Engenharia. Depois, garantir condições para que eles consigam concluir uma formação de qualidade. E, finalmente, criar perspectivas profissionais capazes de manter esses talentos vinculados à Engenharia.

Nesse processo, governo, universidades, empresas, entidades setoriais e organizações voltadas à inserção profissional precisam atuar de maneira coordenada. Porque, antes de discutir quais obras, tecnologias e infraestruturas o Brasil terá no futuro, talvez seja necessário responder a uma pergunta ainda mais fundamental:

Quem vai projetá-las, construí-las e fazê-las funcionar?

É a partir dessa preocupação que a Semana Nacional da Engenharia colocará o debate. Imperdível para todos que querem ajudar a construir um futuro melhor para o país.

Seminário Presencial

6 de outubro de 2026, às 11h
Sede do Instituto de Engenharia
R. Dante Pazzanese, 120, Vila Mariana, São Paulo, SP
Ingressos R$ 150,00 por pessoa. Associados do Instituto de Engenharia estão isentos, mas precisam reservar.

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