Modernização da infraestrutura de portos e aeroportos: vídeo completo

Durante a Semana Nacional de Engenharia, aconteceu o seminário de Modernização da infraestrutura de portos e aeroportos. Contou com Adalberto Febeliano, coordenador de divisão técnica do Instituto de Engenharia; Daniel Tamburus, superintendente de engenharia da Autoridade Portuária de Santos; Dario Lopes, CEO da Aeroportos Paulistas; José Wagner Ferreira, coordenador de divisão técnica do Instituto de Engenharia e José Roberto Bernasconi, presidente da Maubertec Engenharia.

O seminário ocorreu em 27/08/24.

Sob o tema “aeroportos” foram destacadas as dificuldades enfrentadas pela aviação comercial e cargueira. No contexto do comércio exterior, a representatividade do modal no Brasil passou de 15% do PIB nos anos 90 para 30%, mas o país ainda não está plenamente integrado às principais cadeias produtivas globais. Em comparação, países como Espanha, França e Reino Unido apresentam uma corrente de 66%, enquanto a média mundial é de 65%, portanto, é essencial que o Brasil busque uma posição mais competitiva nesse cenário.

O Brasil ocupa atualmente a 10ª posição mundial em aviação comercial, transportando mais de 100 milhões de passageiros por ano, mas esse número poderia ser ainda maior. Atualmente, a média é de menos de meia viagem de avião per capita por habitante ao ano, em contraste com aproximadamente três viagens anuais em países de dimensões semelhantes. A indústria aérea está ciente dessa oportunidade de crescimento e busca incessantemente alcançar esses números.

Outro desafio mencionado foi a distribuição dos aeroportos internacionais, com 31 deles, mas sem acessos adequados aos grandes centros, especialmente na região Norte, onde a viabilidade econômica de novos aeroportos é um problema. A aviação regional enfrenta um desafio semelhante: com uma média de 25 passageiros por dia, não é viável operar aviões de 9 lugares, e colocar um de 70 resulta em prejuízo. Embora outros países utilizem subsídios para resolver essa questão, no Brasil a falta de recursos impede essa solução. Além disso, quando se observam as exigências de seguir os parâmetros de projeto e construção da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional) para aeroportos regionais, que se aplicam a aeroportos internacionais, inviabiliza a construção.

A disparidade de regulação entre grandes e pequenos aeroportos foi outro ponto debatido, com a necessidade de proporcionalidade nas aplicações. Dario Lopes, CEO da Aeroportos Paulistas, exemplificou que o custo de manter serviços de bombeiros em aeroportos como o de Belém é de 20% do OPEX (Custo Operacional), enquanto em São Paulo esse número sobe para 35%, o que é desproporcional e insustentável. Uma regulação padronizada prejudica os aeroportos menores, tornando suas operações inviáveis.

A resiliência climática também foi abordada, especialmente em eventos inesperados, como queimadas, que interrompem voos. Enquanto aeroportos maiores conseguem remanejar passageiros com mais facilidade, os menores, com apenas um ou dois voos diários, sofrem um impacto significativo. Esses eventos climáticos estão se tornando mais frequentes e geram situações imprevisíveis, complicando ainda mais a operação em áreas, principalmente, rurais ou com menos infraestrutura.

No que diz respeito aos Portos, discutiu-se a modernização do Porto de Santos para aumentar sua capacidade de demanda. Foi abordado o tratamento dos dados de dragagem, incluindo a coleta e análise de batimetria para mapear o fundo do mar e identificar áreas que precisam de intervenção, utilizando malhas de pontos com dados geoespaciais para otimizar o planejamento operacional.

A erosão e o assoreamento dos canais de navegação e acesso ao porto também foram mencionados, com pesquisas identificando áreas críticas e sugerindo soluções como a construção de espigões, guias-corrente e outras obras para controlar o assoreamento. A questão da sustentabilidade foi enfatizada, com o objetivo de realizar estudos que resultem em menos ciclos de dragagem, economizando recursos e gerando menor impacto ambiental.

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