Brasil | O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) avançou 1,19% em junho, acelerando em relação a maio (0,36%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa a maior variação mensal desde agosto de 2022, desconsiderando janeiro deste ano, quando houve impacto da reoneração da folha de pagamento das empresas da construção civil.
Com o desempenho de junho, o índice acumula alta de 4,48% no primeiro semestre e de 7,26% nos últimos 12 meses, acima dos 6,93% registrados no período imediatamente anterior. Em junho de 2025, a variação havia sido de 0,88%.
O custo nacional da construção passou de R$ 1.953,08 por metro quadrado, em maio, para R$ 1.976,37 em junho. Desse total, R$ 1.114,74 correspondem aos materiais e R$ 861,63 à mão de obra.
A parcela dos materiais registrou alta de 0,92% no mês, a maior do ano, enquanto a mão de obra avançou 1,55%, também a maior variação de 2026, influenciada por acordos coletivos firmados em diversos estados.
No acumulado do primeiro semestre, os materiais subiram 3,39% e a mão de obra, 5,96%. Em 12 meses, as altas chegam a 5,54% e 9,59%, respectivamente.
Entre as regiões, o Nordeste apresentou o maior avanço em junho, com variação de 1,45%, impulsionada pelos reajustes salariais observados no Ceará e em Pernambuco. Na sequência aparecem Sudeste (1,33%), Centro-Oeste (0,91%), Sul (0,86%) e Norte (0,58%).
No recorte estadual, Pernambuco registrou a maior alta mensal (2,98%), seguido por Rondônia (2,63%), Ceará (2,52%) e São Paulo (2,34%), reflexo de reajustes salariais e do aumento nos custos dos materiais. (Matéria na íntegra: Agência de Notícias IBGE) | Foto: IA/Magnific
